Ouvindo a música da Tiê ontem, pela milionésima vez, eu me deparei com a frase “me perdi no que era real e no que eu inventei” e parei pra pensar, quantas vezes eu ou você nos perdemos no meio de tanta coisa boa, que inventamos e que infelizmente, não aconteceu. Não consigo nem dizer se infelizmente é a palavra certa para usar aqui, mas foi a que melhor se encaixou enquanto eu escrevia.

Não adianta, por mais que a gente saiba, que os nossos amigos falem, a gente sempre, mas SEMPRE vai esperar mais. Pode ser coisa de libriana, talvez, não sei.. sou indecisa e culpo o signo mesmo. Mas não sei se acho certo tentar interpretar tanta coisa que acontece. Vamos começar a deixar rolar. Aquela pessoa resolveu te dar um presente apenas porque era o seu aniversário, não tinha nada mais do que isso, sabe? Porque se tivesse, você seria a primeira pessoa a saber – digo isso por motivos óbvios.

Quando idealizamos alguma coisa, seja por exemplo um relacionamento, nós imaginamos tanta coisa, queremos tanta coisa, que basta um bom dia, que a gente já interpreta como pedido de casamento. Queremos entender todos os sinais “não, ele disse isso assim porque ele gosta de você” E não, não é bem assim. Eu não deveria ter que entender as mensagens subliminares. Elas nem deveriam existir pra esse tipo de assunto. Escrevo aqui um pedido: CHEGA DE ENROLAÇÃO! Não importa se é pra pedir a pessoa em namoro ou pra mandar ela para o inferno – apenas faça. A pessoa dá tanta volta, que acaba se perdendo no meio do caminho, e vamos combinar que ninguém precisa de alguém que não sabe o que quer ou que não sabe aonde quer chegar.

Comecei de uma forma e terminei de outra, acho que isso mostra o quanto nós evoluímos sempre, seja em um ano, em um mês, em uma semana ou em um texto. Chega uma hora que você não quer mais aquelas piadinhas idiotas que antes faziam tanto sentido e você não via a hora de ouvir, para fingir achar graça. Chega uma hora que você coloca na balança se o que tem por fora é realmente mais importante do que o que tem por dentro. Chega uma hora em que você não precisa inventar mais nada, porque finalmente se libertou. Você se encontrou e não precisa mais ficar perdida. Você está completa e não precisa de mais nada pela metade.

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